Vitallis na Mídia: Pele, a proteção do corpo

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Daniela Gomes Cunha D'Assumpção - Pele, a proteção do corpo
08-02-2018 | Estado de Minas Online (Opinião) | MG - Brasil

Daniela Gomes Cunha D'Assumpção - Pele, a proteção do corpo

Daniela Gomes Cunha D'Assumpção, dermatologista da Vitallis Sanittas
 
Maior órgão do corpo humano, a pele é agredida pela radiação solar, contato com substâncias químicas, bactérias, fungos, vírus, e é alvo constante de alterações hormonais e emocionais, em contrapartida,  é um dos órgãos mais negligenciados. Algumas dermatoses comuns, como a acne, micose, urticária e psoríase, são facilmente identificadas e tratadas. Entretanto, alguns tipos de cancêr de pele, como o melanoma, podem levar à morte se não diagnosticados e tratados precocemente. No dia 5 de fevereiro, dia do dermatologista, chamamos a atenção para as doenças que acometem a pele e sobre a importância da realização de consultas periódicas com profissionais médicos qualificados e responsáveis.
 
Apesar de muitas doenças cutâneas serem desprezadas convivemos diariamente com muitas delas. A acne, por exemplo, é responsável por 14% dos atendimentos dermatológicos em todo Brasil. Muito comum na puberdade, as espinhas, como são popularmente conhecidas, são um verdadeiro pesadelo para os adolescentes que, por causa delas, podem apresentar comprometimento da vida social e se tornarem inseguros e deprimidos. Outra doença relativamente comum e constantemente ignorada é a psoríase. Sua causa é desconhecida, mas alguns estudos mostram a sua relação com o sistema imunológico. Ela se apresenta como manchas avermelhadas e descamativas na pele, cíclicas e crônicas, entretanto não é uma doença contagiosa e nem apresenta riscos à saúde. Diversos fatores podem aumentar a frequência de seus ciclos, como estresse, obesidade, alcoolismo e tabagismo.
 
Alguns índices de doenças infecciosas de pele ainda são bastante elevados no Brasil. Exemplos dessas patologias são a hanseníase, antigamente conhecida como lepra, e a leishmaniose tegumentar. Dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde apontam redução de 34,1% no número de casos novos diagnosticados no Brasil, passando de 43.652, em 2006, para 28.761 no ano de 2015. Apesar dessa redução, o Brasil ainda ocupa o segundo lugar no ranking mundial de casos de hanseníase, atrás apenas da Índia. Muitos desses casos deve-se à falta de informação, visto que muitas pessoas consideram a hanseníase como uma doença já erradicada. Em Janeiro a Sociedade Brasileira de Dermatologia participou da campanha nacional pela luta contra a hanseníase, conhecida como Janeiro Roxo, criada para chamar a atenção da população para o diagnóstico precoce e combate a doença. No caso da leishmaniose tegumentar, mesmo com a redução da incidência na última década, o Brasil ainda é o terceiro país com o maior número de casos novos registrados no mundo, oMinistério da Saúde registrou, em 2016, 12.690 novos casos. Esses dados, embora sejam de notificação compulsória, são subnotificados, podendo corresponder à um valor superior ao que é divulgado.
 
O câncer de pele é responsável por 33% dos tumores registrados em todo país. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) a cada ano são registrados 180 mil novos casos dessa doença. As neoplasias da pele são classificadas em câncer de pele não melanoma, o tipo mais comum, e o melanoma. O primeiro tipo, que engloba os carcinomas basocelulares e espinocelulares, tem baixa letalidade, mas apresenta alta incidência. Já o melanoma é mais raro, no entanto, é o tipo de câncer de pele mais agressivo, embora suas chances de cura sejam acima de 90%, quando detectados precocemente.
 
Como a pele é um orgão que está frequentemente exposto à agressões externas, é muito importante o autoexame para detecção precoce de doença cutâneas. Além disso é fundamental a rotina de cuidados dermatológicos diários, como o uso de hidratantes, protetores solares e consultas dermatológicas periódicas, afinal é muito importante cuidar do orgão que é o escudo do nosso corpo.